Crescimento do uso de heroína nos Estados Unidos acende luz de alerta no Brasil

06/12/2018 16h34
Reprodução CNM Reprodução CNM

Depois de anos, o crack deixou de ser a droga mais usada nos Estados Unidos, sendo a heroína o entorpecente mais popular na região, segundo a BBC News. Isso acende a luz de alerta para o Brasil. Mesmo não possuindo uma utilização de opioides em larga escala, o país precisa realizar ações que de fato auxiliem a população que faz uso de drogas, para que, em um futuro, não tenha que lidar com mais este tipo de substância.

Algumas mudanças já vêm sendo traçadas. Como, por exemplo, a criação de proposta que estabelece o Dia Nacional de Combate às Drogas e aos Entorpecentes e a Semana Nacional de Combate às Drogas e aos Entorpecentes. A ação integra o Projeto de Lei 4.437/08 que foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) em novembro deste ano, mas que ainda depende do Plenário da Câmara dos Deputados.

De acordo com o texto, o poder público deve promover eventos para conscientizar a população sobre os efeitos danosos causados à saúde, à família e à sociedade pelo uso e pelo tráfico de drogas ilícitas e de substâncias entorpecentes não-medicamentosas.

Para trabalhar a situação americana, o Conselho Municipal de Los Angeles, em 1976, lançou um plano urbanístico conhecido como política de contenção. Nisso, concentra-se em um único lugar da cidade as ofertas de abrigos, refeições populares, ONGs de reabilitação e serviços para a população desempregada, sem moradia e com problemas de saúde mental. Porém, o resultado foi oposto. Com a população mais vulnerável nas ruas, a oferta de drogas cresceu muito mais rápido do que a oferta de empregos ou serviços de saúde. Organizações Não Governamentais americanas estimam que uma área de 54 quarteirões no centro de Los Angeles reúne, pelo menos, 4 mil pessoas, e a metade delas usa drogas pesadas todos os dias.

Observatório do Crack

A CNM acompanha periodicamente informações relativas ao crack, por meio do Observatório do Crack, criado em 2011. Ele apresenta, por meio de mapas, um retrato de como as cidades têm sido afetadas pela droga.

Da Agência CNM, com informações da BBC News

 

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