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24/09/2015 07h22

Comprar ou não comprar?

Quem nunca contraiu uma dívida que jogue a primeira pedra! Vivemos na sociedade do consumo.

Samuel Magalhães

 
Samuel Magalhães Samuel Magalhães

Quem nunca contraiu uma dívida que jogue a primeira pedra! Vivemos na sociedade do consumo. Na televisão, nos jornais, rádios, outdoors e ultimamente até em elevadores e banheiros de estabelecimentos comerciais, deparamo-nos com a tal da propaganda.

É bem verdade que esse excesso de divulgação, apesar de gerar uma grande poluição visual e sonora à cidade, acaba surtindo cada vez menos efeito nas nossas decisões de compra. É tanta mídia que já estamos blindados da maioria dos comerciais. Os outdoors agora já fazem parte do visual da cidade, e como tal, acabam passando despercebidos, afinal, são só mais um elemento da nossa paisagem urbana.

Percebendo que a publicidade tradicional já não estava surtindo o efeito de outrora, os publicitários não perderam tempo e trataram de encontrar novos meios para fisgar os consumidores. Eis então que surge o marketing digital para revolucionar o mercado de publicidade. Eu te deixo então uma pergunta: Qual foi a última vez que um outdoor influenciou sua decisão de compra? E qual foi a última vez que o Google fez isso? A bola da vez parece ser realmente o marketing digital.

É tanta mídia que já estamos blindados da maioria dos comerciais."

— Samuel Magalhães

Surgiu o jornal, daí surgiu a publicidade em jornal; surgiu o rádio, eis que surge a publicidade em rádio; com a tv aconteceu da mesma forma; e agora com a internet; e no futuro com algum outro veículo que venha a surgir e que possa veicular um anúncio, acredite, a propaganda estará lá a sua espera. Pode mudar o tipo, o formato, mas ela estará lá, ávida para influenciá-lo a gastar o dinheiro que tem...e o que não tem , com o que ela estiver vendendo, quer você precise disso ou não.

Tornamo-nos a sociedade do consumo. Com isso, além da pressão da mídia, existe também uma pressão social para estarmos sempre na moda. O celular de última geração, o carro do ano, a roupa da coleção nova. E aí, meu amigo, não tem bolso que aguente. Resultado? Dívidas, dívidas e mais dívidas.

Não é fácil resistir aos impulsos de compra quando se vive em uma sociedade capitalista. Eu sei disso e você, com certeza, também sabe. Entretanto, não podemos deixar os marqueteiros de plantão – por melhor que eles sejam – decidir como, quando, onde e com o que iremos gastar nosso precioso dinheiro.

Comprar é bom e todo mundo gosta, mas como tudo na vida, comprar em excesso pode causar graves danos à sua saúde financeira. Portanto, da próxima vez que se deparar com um anúncio que chame sua atenção e que você se sinta tentado a comprar, pense se aquela é mesmo a decisão mais correta.

O prazer de uma compra dura pouco tempo, mas os problemas gerados por ela podem durar uma eternidade. Lembre-se: dinheiro que você gasta hoje com o que não precisa fará falta amanhã para coisas que você precisa.

O autor: Samuel Magalhães é Consultor Financeiro e Palestrante na área de Finanças Pessoais e Investimentos. Para conhecer melhor o trabalho do autor, tirar dúvidas, fazer críticas ou dar sugestões, envie um e-mail para: samuel@invistafacil.com ou acesse: INVISTA FÁCIL . Sua participação é fundamental!

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