Som da Concha celebra talento e inspiração de Ton Alves e Gilson Espíndola

08/04/2018 11h20
Terceira edição do Som da Concha traz Ton Alves e Gilson Espíndola. Foto: Edemir Rodrigues Terceira edição do Som da Concha traz Ton Alves e Gilson Espíndola. Foto: Edemir Rodrigues

Com talento e inspiração de sobra, o Som da Concha deste domingo (8.4) celebra a obra de dois grandes músicos sul-mato-grossenses: Ton Alves e Gilson Espíndola. As apresentações do projeto da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) começam às 18 horas na Concha Acústica Helena Meirelles, no Parque das Nações Indígenas. A entrada é franca.

Dono de uma pegada virtuosa, que mescla elementos do soul – e de sua variante brasileiríssima, o samba rock, da MPB e do Pop, Ton Alves abre os trabalhos deste domingo e apresenta no som da Concha canções autorais e releituras com muito balanço e criatividade.

Músico com ampla bagagem cultural, Ton Alves já tocou em parceria com grandes nomes das artes nacionais e de Mato Grosso do Sul, emprestando sua criatividade a arranjos e produções que o colocam como um expoente do nosso cenário instrumental.

Em seu projeto solo, Ton Alves levará ao público do Som da Concha uma mistura do contemporâneo e do jazz, intercalando composições próprias e clássicos de grandes artistas, como Caetano Veloso, Tom Jobim e Eric Clapton.

Além de revisitar grandes sucessos da música brasileira, a apresentação será marcada pelo excelente trabalho autoral, fruto de anos de experiência em produção e claro, de entrega artística nos mais variados palcos.

Palcos da Vida

Nascido em Aquidauana e morando desde a infância em Campo Grande, Gilson Espíndola cresceu em um ambiente em que a música regional, boleros e guarânias sempre estiveram presentes. Na adolescência já fazia duetos com o pai e ensaiava suas primeiras composições. Hoje, aos 54 anos, o músico revela uma respeitável bagagem artística, sempre fiel à música sul-mato-grossense.

Seus trabalhos e influências passam pelo blues, samba e bossa nova, além de uma especial admiração pelo trabalho do primo Geraldo Espíndola. Nos anos 70 e 80 participou como vocalista e instrumentista do "Benvirá", percorrendo o Estado com Marcos Mendes, Pedro Ortale, Toninho Porto e Paulo Ge em circuitos universitários.

Em sua trajetória solo, Gilson conta com dois álbuns marcantes, produções impecáveis que contaram com a participação de diferentes músicos de Mato Grosso do Sul, shows inesquecíveis e premiações. Sua obra, marcada pelo refino musical e por melodias inspiradoras, conquistou fãs ao longo de gerações.

Gilson ganhou em maio de 2003, com a música "Eco da Paixão", de Jerry Espíndola e Ciro Pinheiro, o "4º Americanta, a nova MPB", festival realizado pela Prefeitura de Americana, interior de São Paulo, onde concorreu com 978 músicas de todo o Brasil.

Participou de festivais estudantis, dos álbuns Matogrosso do Som e comemorativo dos cem anos de Campo Grande. Fez shows no projeto Temporadas Populares, Festival de Inverno de Bonito e Festival América do Sul. No projeto Segunda, dividiu o palco com Boca Livre, Toninho Horta e Lô Borges, respectivamente. Também foi atração em duas edições do projeto MS Canta Brasil.

Desde o final de 2014 participa como músico no grupo Chalana de Prata, composto por Celito Espíndola, Guilherme Rondon, Paulo Simões e Dino Rocha. Com o grupo, já se apresentou em Corumbá, Bonito, Paranaíba, Brasília, Itaquiraí, Campo Grande e Rio de Janeiro.

Além dos shows, Gilson tem mais um grande projeto para este ano. A conclusão do seu mais novo álbum, o CD Dois Caminhos, produzido e gravado com músicas 100% autorais, mostrando assim toda a versatilidade da sua veia de compositor.

Som da Concha

O projeto da FCMS acontece periodicamente aos domingos, sempre às 18 horas, na Concha Acústica Helena Meirelles, no Parque das Nações Indígenas.

Além dos shows, o Som da Concha conta com o espaço Território Criativo, uma feira onde empreendedores criativos divulgam e comercializam seus produtos de diversas matrizes que movimenta a economia criativa e impulsiona o empreendedorismo da Capital.

Marcio Breda – Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS)

 

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