Blitze chamam atenção de motoristas e pedestres para combate ao Aedes

29/11/2018 07h23
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Até a próxima sexta-feira, dia 30, uma série de atividades educativas estão sendo realizadas em Campo Grande para chamar a atenção para um problema: O risco de proliferação do Aedes aegypti – transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. Nesta quarta-feira (28), equipes de Educação em Saúde da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV) da SESAU realizaram mobilizações em conjunto com as unidades de saúde.

Durante a manhã foram realizadas blitzes educativas no cruzamento da Avenida Euler de Azevedo com a Rua Contegibe, com apoio dos servidores da UBSF Azaléia e na Avenida Ana Luiza de Souza com a Rua Francisco dos Anjos, em parceria com a UBSF Jardim Botafogo.

Segundo o coordenador da CCEV, Eliasze Guimarães, o objetivo é chamar a atenção do maior número possível de pessoas e alertar para os risco de enfrentarmos nossas epidemias, caso cada um não faça a sua parte.

" A população precisa se conscientizar que todos nós temos que estamos vigilantes. Não adianta somente o poder público fazer a parte dele. É preciso que haja esse enfrentamento principalmente dentro das residencias onde, inclusive, encontram-se 80% dos focos do mosquito", diz.

Conforme o último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRaa), divulgado na semana pela Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV) da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (SESAU), 27 bairros estão com alto índice de infestação do mosquito.

Mobilizações

Nesta quinta-feira (28), as equipes do CCEV realizam blitz pelas ruas dos bairros de Campo Grande e ações educativas, paralelamente as atividades das unidades de saúde.

O Dia D será realizado na sexta-feira, dia 30, na Escola municipal Elpídio Reis, na Mata do Jacinto, com uma grande mobilização.

Levantamento

27 áreas estão em estado de risco, 34 em alerta e apenas oito aparecem com índices satisfatórios, ou seja, menores que 1% de infestação. No último LiRaa, apenas a área Centro 473/ Bairro Amambaí apresentou índice superior a 3,9%, que é considerado de risco. Neste ano, o LiRaa passou a ser estratificado por unidade de saúde/áreas e não mais por bairro.

Conforme o LiRaa, a área mais crítica é da UBSF Paradiso que abrange os bairros Monte Castelo, Seminário e Vila Nossa Senhora das Graças, com Índice de Infestação Predial (IPP) de 9%. Em maio, o IPP da área era menor que 2%, o que representa um aumento de mais de 6%.

As áreas das UBSFs Jardim Azaleia e Alves Pereira apresentam índice de 8.1%, seguidas da UBS Mata do Jacinto e UBSF Vila Fernanda, com 6.7%, UBSs Universitário e Caiçara com 6.6%.

Dados epidemiológicos.

De janeiro a novembro deste ano foram registrados 979 casos confirmados de Dengue no município de Campo Grande, seis de Zika e 61 de Chikungunya.

No mesmo período do ano passado foram 688 casos de Dengue confirmados, 2 de Zika e 39 de Chikungunya.

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