Encaminhadas mais de 120 pacientes a hospitais para organização de fluxo

05/01/2019 13h50
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De janeiro a novembro do ano passado a Central de Regulação de Internação Hospitalar encaminhou 40.228 pacientes, o que equivale a uma média de 3.657 por mês e 121 regulações por dia. O trabalho realizado pelo setor garante ao paciente o acesso ao serviço de saúde mais adequado e organiza o fluxo das unidades hospitalares evitando sobrecarga.

De acordo com os dados da coordenação dos 40.228 pacientes regulados de janeiro a novembro de 20198, 35.322 foram por vagas habituais e 4.906 de vaga zero, ou seja, onde houve a necessidade de encaminhamento emergencial. O levantamento considera pacientes regulados do interior, internados em hospitais e em observação nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centros Regionais de Saúde (CRSs) do município.

Conforme resolução que regulamenta a operacionalização do setor, a Central de Regulação de Internação Hospitalar é responsável pela coordenação efetiva de toda a oferta de leitos para internação disponível na rede do SUS.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, desta forma, sempre que houver a necessidade de planejar e ou adequar o quantitativo dos leitos, a Coordenadoria de Regulação Hospitalar deverá ser acionada, uma vez que esta fará o monitoramento das internações autorizadas, das vagas disponíveis e do fluxo de pacientes encaminhados e recebidos pelas unidades solicitantes e executantes.

"A Central Regulação tem um papel extremamente importante em termos de organização. Assim, conseguimos definir o fluxo e garantir o acesso do paciente ao hospital e evitar superlotação", complementa.

Finalidade

A criação e funcionamento da Central de Regulação de Internações Hospitalares cumpre Portaria nº 1.559/GM/MS, de 1º de agosto de 2008 que instituiu a Política Nacional de Regulação do Sistema Único de Saúde – SUS.

Trata-se de um mecanismo estratégico para o acesso do usuário do SUS aos serviços especializados disponíveis na rede de atenção à saúde, ratificado na atual política com as Redes de Atenção Saúde, nova diretriz estabelecida e para a qual as Centrais de Regulação devem buscar a articulação e as interlocuções necessárias entre os pontos de atenção definidos pelos gestores de saúde.

O objetivo regular o acesso aos leitos considerando-se a origem da condição clínica do paciente, se eletiva ou de urgência, sendo mecanismo para a garantia da equidade no acesso aos serviços especializados, do fluxo dos pacientes para os níveis mais complexos do sistema estadual, reorganização da oferta de serviços tendo como base os registros das demandas no Sistema de Regulação, buscando assim, a melhor alternativa assistencial para a necessidade apresentada.

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