Vereadores pedem melhorias e secretário presta contas sobre saúde pública

08/11/2018 17h05
Foto: Izaias Medeiros Foto: Izaias Medeiros

Vereadores de Campo Grande receberam, na manhã desta quinta-feira (8), na Câmara Municipal, o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, que apresentou dados sobre os investimentos, as contratações de médicos e as dificuldades para melhorar o atendimento na rede pública. O encontro foi convocado pela Comissão Permanente de Saúde da Casa de Lei, diante de reclamações e reivindicações feitas pelos moradores, que chegam à Casa de Leis.

O vereador Dr. Loester, presidente da Comissão Permanente de Saúde, disse que a reunião aconteceu para dar resposta às demandas da população. "Temos de dar respostas àqueles que nos procuram. O secretário teve boa vontade e trouxe informações e dados sobre o que solicitamos", afirmou. Ele acredita que, diante dos números apresentados sobre os médicos que não permanecem nas unidades, há necessidade de um plano de cargos e carreiras para dar mais segurança e valorização aos profissionais. "Vamos nos reunir também com o prefeito e buscar solução o mais rápido possível".

"Essa reunião é muito produtiva, pois sinaliza e mostra para a sociedade a integração entre vereadores e secretários. Quando temos algumas reclamações pontuais, e vemos a necessidade dessa parceira, chamamos e eles vêm prontamente nos atender. O objetivo é buscarmos uma solução para a sociedade. Quando se fala de saúde, é algo que envolve toda a sociedade", afirmou a vereador Enfermeira Cida Amaral, membro da Comissão.

A falta de médicos na rede pública é hoje um dos principais desafios. O secretário apresentou aos vereadores dados e argumentou que o problema é complexo. Neste ano, foram convocados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) 1.081 médicos, mas apenas 324 assumiram as vagas e permanecem na rede. Atualmente, há necessidade de pelo menos 80 profissionais na área de urgência e emergência e 29 na atenção básica.

"É um desafio complexo, que aborda remuneração ambiência de trabalho e entendimento da população sobre urgência e emergência, da classificação amarela e vermelha quando realmente há essa necessidade", afirma Vilela. Ainda, neste quesito relacionado a profissionais, há uma movimentação intensa, em que eles não permanecem muito tempo como ocorria antigamente.

"Recebemos reclamações da população por falta de medicamentos, falta de profissionais. Ele [secretário] veio expor essas dificuldades. A Prefeitura não consegue cobrir toda a área com, por exemplo, pediatras. É um profissional que está em falta no Brasil inteiro. Mostrou também programação da assistência farmacêutica e, segundo ele 80% dos postos estão abastecidos com medicamentos", continuou o vereador Dr. Lívio, que defendeu ainda uma mudança de cultura da população, que, muitas vezes, procura uma unidade de emergência para casos sem gravidade.

"Temos uma cultura natural, de todos, que qualquer tipo de doença e problema, vamos a uma UPA, por exemplo, que atende urgência e emergência. Existe a classificação de risco, então, muitas doenças que poderiam ser tratadas na unidade básica estão lotando a urgência e emergência. Precisamos também trabalhar nessa conscientização da população para criterizar isso: procurar a urgência e emergência em situações de urgência e emergência", finalizou.

Transparência

O secretário falou que há pretensão de implantar em Campo Grande o E-SUS, tecnologia de informação disponibilizada pelo Ministério da Saúde gratuitamente, afim de melhorar o fluxo e a transparência. Estamos adotando esse caminho da transparência, por meio de endereço eletrônico, onde o cidadão pode ter acesso a escalas, quantidade de pacientes atendidos dar mais transparência, inclusive para a Câmara Municipal e os órgãos de controle".

Ele ressaltou a importância do diálogo com os vereadores e também a importância de a população entender a classificação de risco como ferramenta na saúde pública. "Acho positivo a Câmara entender que o problema da contratação de médicos não é algo simples. É um problema nacional, não apenas de Campo Grande. Unidos podemos buscar soluções", afirmou.

Milena Crestani - Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal

 

Envie seu Comentário