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20/04/2017 15h18

Estudantes brasileiros são 3º maior grupo de intercambistas na Austrália

Essa taxa de intercâmbio tem crescido desde o ano de 2011

 
Assessoria Assessoria

A oportunidade de fazer um intercâmbio é uma das mais procuradas por vários estudantes. Como amostra disso, é possível ver que o número de intercambistas brasileiros tem aumentado muito nos últimos anos, com destaque especial para o crescimento na Austrália. O Brasil é o terceiro maior exportador de estudantes de intercâmbio para esse país, perdendo apenas para a China, primeira colocada, e para a Índia, segunda.

Essa taxa de intercâmbio tem crescido desde o ano de 2011, sendo que houve um salto de 21,7% no período de 1º de julho de 2015 a 30 de junho de 2016. O total estimado pelo Departamento de Imigração Australiano é de mais de 11 mil estudantes.

Como conseguir um visto?

A política de imigração australiana é um dos principais motivos para o grande número de intercambistas. Primeiro, é permitido a estudantes permanecer no país para realizar estudos com qualquer duração a partir de 12 semanas. Mesmo um curso de inglês de quatro meses já é suficiente para passar com o visto de intercambista. Para menos do que isso, é fornecido o visto de turista.

Como pré-requisito para a aprovação do visto, o candidato deve confirmar suas intenções dentro do país ao solicitá-lo. Isso inclui comprovar a matrícula no curso, mostrando que a duração é superior a 12 semanas. Também é exigência que o candidato seja saudável, não tenha antecedentes criminais e comprove capacidade de arcar com um ano de custo de vida no país. Os detalhes podem ser encontrados no site da embaixada australiana.

Procurar uma agência pode ser uma maneira de facilitar o trabalho, mas você deve tomar cuidado para evitar fraudes. Muitas dessas agências não possuem licitação e são apenas fachadas para cometer crimes. E como vários dos pagamentos devem ser feitos adiantadamente, o risco de perda é bem alto.

Para verificar se a agência escolhida está dentro da lei, você deve acessar o site da Omara (The Office of the Migration Agents Registration Authority), órgão que regulamenta essas agências. Caso o nome não esteja presente na lista, descarte a empresa da sua lista.

Escolhendo seu destino

As cidades litorâneas, como Sydney e Gold Coast, são algumas das preferidas pelo público brasileiro que visa intercâmbio na Austrália. Além da proximidade com o mar, também são algumas das cidades com melhor estrutura e maior oferta de empregos e cursos. O inglês é o curso mais comum a princípio, realizado por quase todos os brasileiros que chegam ao país pela primeira vez. Apenas depois de ter o idioma fluente e familiaridade com o sotaque e as expressões é que a maioria dos estudantes busca outros cursos. Em alguns casos, apenas esse preparo pode durar dois anos ou mais.

Dentre os cursos mais populares entre os intercambistas estão administração de empresas, marketing e tecnologia – todas áreas que demandam uma gama ampla de conhecimento. Esses cursos, assim como os brasileiros, podem durar bastante, passando de quatro ou cinco anos. Para pós-graduação, o tempo pode ser um pouco menor.

Outro fator que está a favor dos intercambistas é a empregabilidade. É permitido aos estudantes de intercâmbio trabalhar 20 horas semanais, ou quatro horas diárias, durante seu tempo de curso e o tempo que desejarem durante o período de férias.

Para completar, o salário-mínimo por hora no país é de 20 dólares australianos, o equivalente a cerca de 47 reais. Isso quer dizer que, com um regime diário de quatro horas, 20 dias por mês, trabalhando com um salário-mínimo, você conseguirá ganhar 1.600 dólares australianos, o que equivale a aproximadamente 3.700 reais.

Considerando que o custo de vida médio para um estudante é de 250 dólares australianos por semana, ainda sobrará algum dinheiro para compras e emergências. E muitos empregos, como no ramo da limpeza e construção civil, já oferecem um salário por hora superior.

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