Segredo para uma vida longa e saudável é viver com pessoas que amamos

13/06/2018 06h30
Assessoria de Imprensa Assessoria de Imprensa

Por estes dias, coincidindo com os eventos alusivos ao 103º Aniversário de Três Lagoas, tivemos a oportunidade de conhecer um casal de uma família três-lagoense, prestes a completar 78 anos de união estável, "selada pelo casamento no Civil e na Igreja", e que se orgulha de aqui viver e aqui constituir família de sete filhos, 21 netos, 30 bisnetos e oito tataranetos.

É uma história, que reflete o brio e exemplo de garra, persistência, esperança e fé da maioria das famílias que construíram com seu trabalho, humilde, honrado e dedicado, os alicerces do desenvolvimento, que hoje temos a alegria de desfrutar, proporcionando consideráveis melhorias da qualidade de vida a todos que aqui residem e fazem de Três Lagoas, a sua, a nossa cidade, a terra onde também procuramos construir o presente e o futuro, com um objetivo definido que é "o Desenvolvimento Para Todos".

Estamos nos referindo ao casal Rafael Bazan e Clementina Oliveira Bazan, casados em dezembro de 1940. Ele, prestes a completar 100 anos de vida, nasceu em Três Lagoas, no Bairro Santa Luzia, em 17 de junho de 1918, filho de pai peruano e mãe indígena. Ela, com 94 anos de idade, nasceu em 14 de novembro de 1924, na Estação Taunay (inaugurada em 1912), no distrito do município de Aquidauana, também filha de índia com pai mineiro.

"A minha mãe dizia que pensava que eu iria nascer no dia do aniversário de Três Lagoas, mas eu resolvi nascer dois dias adiantado, a Cidade que se adiantou", contou sorrindo e sempre bem-humorado, o mecânico e operador de máquinas, ferroviário aposentado da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB).

"A única coisa que me deixa chateado e aborrecido é ver alguém falar mal de Três Lagoas, a terra onde nasci, casei, trabalhei e construí tudo o que tenho, junto com minha esposa, com quem casei em 1940, eu com 22 anos de idade e ela com 16 anos", contou Rafael, cheio de lucidez, saúde e alegria de viver.

"Foi a primeira e a única mulher da minha vida e o segredo da nossa felicidade está no amor que temos um pelo outro e no respeito que alimentamos e fortalecemos no decorrer dos anos que vivemos juntos", explicou o ferroviário aposentado.

O segredo da felicidade e da vida longa e com saúde "é viver com as pessoas que amamos e queremos bem", revelou Rafael Bazan, sempre de mãos dadas e sorrindo para sua esposa Clementina, ocupada no trabalho de tricô, sem precisar usar óculos para ver o ponto.

"Desde os 11 anos, quando aqui cheguei, ainda mocinha, vindo da minha terra, eu sabia que seria a esposa e companheira dele, porque Deus nos fez um para o outro e a gente se encantava um pelo outro", contou a dona Clementina.

SANTA LUZIA E VILA ALEGRE

O casal criou os filhos no Bairro Santa Luzia, em uma propriedade da família, às margens da antiga estrada de ferro, nas proximidades, onde atualmente está o Viveiro Municipal.

"Por ali existia um cruzeiro e até um pequeno cemitério. Tudo acabou com o tempo. Ali era para ser construída a Igreja de Santa Luzia e chegaram até a colocar ali a pedra fundamental da igreja, mas mudaram o local", lembrou Rafael.

Criados os filhos, "mudamos para o Bairro Vila Alegre, onde moramos com o filho mais novo, o José Bazan, professor que cuida muito bem da gente", contou o casal.

"Aqui a gente vive rodeado de filhos, netos, bisnetos e agora tataranetos, que nos dão alegria, carinho, respeito e atenção. A casa nunca fica vazia", completou dona Clementina.

"Além da minha função de operador de máquinas, cheguei também a trabalhar de pedreiro e ajudei a levantar as paredes de tijolos daquele prédio grande, onde eram as oficinas da NOB", contou Rafael. Ele se referiu ao antigo prédio, onde hoje está o Instituto de Biomassa da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), no Bairro Santa Luzia.

Sem problemas de memória, mas somente com limitações de locomoção, "por causa de um acidente que acabou quebrando alguns ossos", o ferroviário aposentado da NOB transmite "orgulho, muita honra, alegria e satisfação ao dizer que participei e ajudei a construir a história desta nossa Três Lagoas, desde a Feira do Gado, onde hoje tem o Obelisco na Avenida Rosário Congro, a Usina (hidrelétrica) de Jupiá, onde também trabalhei como pedreiro entre muitas outras obras e benfeitorias que Três Lagoas recebeu na minha época, como o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora", contou.

O ferroviário aposentado da NOB fez questão de destacar, na nossa conversa, que "a Feira do Gado era sempre muito movimentada de gente vendendo e comprando gado. Quando criança, meus pais sempre levavam a gente. Era uma festa e continua uma das lembranças boas que guardo da minha infância".

Fonte: Diretoria de Comunicação

 

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