Tendências do futuro no trabalho: home office é a grande aposta das empresas

22/01/2019 13h04 - Por Allan Abranches, Head da 3HREE Comunicação
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Já imaginou como seria sua rotina se não precisasse se deslocar até o trabalho todos os dias? Certamente já, mas saiba que você não é o único. Uma das grandes apostas - nacional e internacional do cenário empresarial - é o home office. Uma pesquisa realizada no primeiro semestre de 2018 pela SAP, Consultoria Brasileira Especializada em RH, mostrou um aumento de 50% no número de empresas brasileiras que aderiram ao trabalho de casa.

Analisando o mercado, a M2B Agência PME, que visa o desenvolvimento do pequeno e médio empresário em relação a comunicação e marketing por um preço acessível, optou por atuar home office durante um período pré-determinado e os resultados foram extremamente satisfatórios. Com o novo modelo de trabalho, a produtividade da equipe subiu 30% já nos primeiros meses.

No entanto, ficam duas questões centrais: quais são os principais benefícios que o home office pode trazer para o empregado? E para o empregador? A lista é extensa, mas existem alguns benefícios que agregam para ambos os lados. Os principais deles são:

Eliminação de distâncias geográficas: certamente muitos empresários e sócios de negócios já se viram no dilema de contratar ou não determinado funcionário, apesar da capacitação profissional ser adequada, por conta da distância geográfica entre ambos. O problema não é uma novidade, mas a solução, sim. Com a utilização de aplicativos como Skype, WhatsApp, entre outros, a parceria profissional torna-se possível, apesar do distanciamento físico. Vale lembrar que, em alguns casos, de fato é necessário que o profissional atue dentro do escritório e/ou em algum local junto a equipe diariamente, mas a eliminação das distâncias geográficas não deixa de ser uma facilidade que tornou-se possível graças a presença da internet.

Redução de custos: podemos analisar este tópico como decorrente do citado acima. Com profissionais atuando home office, custos diários como alimentação e transporte seriam excluídos. Sem contar o valor, muitas vezes excessivo, cobrado pelo aluguel de uma sala comercial, pagamento este que poderia ser descartado das despesas do empresário, caso opte pelo desempenho home office de sua equipe.

Aumento da flexibilidade comunicacional: redes sociais, ainda que usadas como ferramentas de trabalho, carregam por si só um clima mais leve. Nelas, os funcionários podem se sentir mais abertos a debates, questionamentos e, até mesmo, a propor inovações para a empresa que em uma reunião formal, por exemplo. Desta forma, todos ganham. A empresa, com funcionários mais flexíveis em termos comunicacionais e os colaboradores, pois sentem a abertura necessária para que possam explorar ideias e pensar fora da caixa.

Tempo: este tópico engloba três em um. Com o trabalho sendo realizado de casa, o funcionário evita tanto as horas gastas com transporte público quanto o estresse diário que estes veículos de locomoção apresentam. Além, é claro, de evitar atrasos decorrentes de falhas técnicas no metrô, greve de ônibus, entre outros. Por fim, entre os benefícios decorrentes da otimização do tempo, está o aumento da qualidade de vida do profissional.

Ainda vale ressaltar que está enganado quem pensa que não existe como monitorar o desempenho dos colaboradores quando estão de home office. Existem plataformas para gestão de equipes que possuem dispositivos que contam quanto tempo cada pessoa da equipe gasta realizando os jobs. Dessa forma, é possível metrificar a produtividade dos funcionários e verificar se o novo regime de trabalho está, de fato, atuando de maneira assertiva.

O home office tem razões sólidas para ser considerado, nacional e internacionalmente, uma das maiores apostas para empresas dos mais diversos setores. No entanto, cabe a cada uma destas, avaliar se o método é, de fato, o mais adequado para o seu modelo de negócio.

Allan Abranches é formado em Administração pela FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), pós graduado em Gestão de Marketing pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e em Liderança em Design Thinking pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), com mais de 8 anos de experiência em marketing nos mais diversos segmentos dentro de grandes multinacionais. Já desenvolveu funções diretivas em projetos nacionais e internacionais, tem capacidade de captar a visão do cliente, bem como seu contexto mercadológico. Defende que compreender o universo do produto ou serviço e do cliente contribui para desenvolver um planejamento focado em gerar receita. Há 6 anos desenvolve a função de Head da 3hree Comunicação - agência de publicidade full-service - e inaugurou este ano a M2B Agência PME - empresa norte-americana que opera no Brasil e visa o desenvolvimento do pequeno e médio empresário em relação a comunicação e marketing por um preço acessível.

 

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