Rota Bioceânica vai transformar MS em 'hub' logístico da América do Sul

15/05/2019 20h34
Fotos: Chico Ribeiro Fotos: Chico Ribeiro

Mato Grosso do Sul tende a se tornar o grande "hub" logístico da América do Sul com a passagem da Rota Bioceânica por Porto Murtinho. Um dos projetos que efetiva o corredor rodoviário pelo Estado é a construção da primeira ponte sobre o Rio Paraguai que vai unir o Brasil ao país vizinho pelas cidades de Murtinho e Carmelo Peralta. A obra será financiada pela Itaipu Binacional Paraguay.

"A partir desse ponto: com a ativação da ponte; a alfândega, a rota bioceânica; a rota hidroviária; e funcionamento de quatro portos em Porto Murtinho, nós teremos um grande hub que vai concentrar toda a logística da América do Sul permitindo competitividade não só para Mato Grosso do Sul, mas também para a região Centro-Oeste do Brasil", afirmou o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de MS, Jaime Verruck.

Com o plano de investimento financeiro para a construção da ponte já aprovado pela Itaipu Binacional, o governador Reinaldo Azambuja e o diretor-geral da multinacional paraguaia, José Alberto Alderete Rodriguez, se encontraram na terça-feira (14) para unir esforços em prol Rota Bioceânica. A obra tem custo estimado em US$ 75 milhões e deve ficar pronta em 2022.

O novo corredor rodoviário vai encurtar a distância do Centro-Oeste do Brasil até o mercado asiático, o principal consumidor de commodities do mundo. A produção sairá do País para o Chile, passando pelo Paraguai e Argentina. "Assim, nós conseguiremos chegar aos porto chineses de uma maneira muito mais competitiva – com redução de 14 dias de transporte marítimo e redução de custo por container de mais de mil dólares", explicou Jaime Verruck.

Quatro portos

Com ações do Governo do Estado, Porto Murtinho tem se tornado um dos principais entrepostos comerciais de Mato Grosso do Sul. Fomentar o transporte fluvial pela hidrovia do Paraguai e contribuir para a instalação de portos na cidade é política pública estadual de desenvolvimento econômico para a região.

"Temos hoje um porto público, concessionado, que no ano passado operou praticamente 500 mil toneladas. Um segundo porto, privado, já está sendo construído e começa operar na parte sul de Porto Murtinho a partir de março do próximo ano – já com previsão de mais 500 mil toneladas. Já temos internalizado dentro do Governo mais dois portos de empresas argentinas que também devem iniciar sua construção nos próximos meses", contou o secretário de desenvolvimento.

Jaime Verruck ainda adiantou que o Governo já trabalha no projeto do contorno rodoviário de acesso aos novos portos, assim como estuda a construção de um estacionamento de caminhões próximo aos complexos.

Bruno Chaves, Subsecretaria de Comunicação (Subcom)

 

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